Reforçando o que nós já comentamos aqui, o volume movimentado pelo e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2017 representou um forte aumento em comparação ao ano passado, segundo o mais recente relatório Webshoppers, da Ebit. Foram mais de R$21 bilhões em faturamento, número 7,5% maior do que o referente ao mesmo período de 2016.

Segundo o estudo, os resultados evidenciam a recuperação gradual do comércio brasileiro, que está retirando-se da crise econômica e seus impactos. Em comparação com os dois anos anteriores, o comércio eletrônico viu um crescimento de 3,9% no volume de pedidos, o que comprova a recuperação gradual tanto do mercado quanto do poder de consumo dos consumidores.

Os números indicam que, ano após ano, o e-commerce conquista ainda mais a confiança dos consumidores. Cerca de 25,5 milhões de pessoas realizaram ao menos uma compra através do comércio eletrônico no primeiro semestre desse ano, o que representa um crescimento de 10,3% em comparação com 2016. Já em relação a 2014, o crescimento é aproximadamente 80%!

Força dos smartphones

Como já falamos aqui, os smartphones têm papel cada vez mais importante no comércio eletrônico. O estudo da Ebit indicou que praticamente 25% das compras foram realizadas via dispositivos móveis. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento no número de compras realizadas é de 35,9%.

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Mobile é tendência em compras no e-commerce. Foto: reprodução / Mobify.

E em comparação ao comércio eletrônico realizado via computadores e notebooks, o m-commerce (comércio via mobile) é o que apresenta maior crescimento individualmente. O faturamento dos pedidos via mobile teve um crescimento impressionante de 56,2% em comparação a 2016, e o tíquete/gasto médio com as compras cresceu 14,9%.

Portanto, como nós já falamos diversas vezes, é importante para todo e qualquer empreendedor digital considerar a força e presença dos smartphones.

Quem são os consumidores, o que consomem e quanto gastam

O perfil dos consumidores do comércio eletrônico brasileiro não apresentou forte alterações entre os primeiros semestres de 2016 e 2017. No entanto, para qualquer pessoa minimamente interessada pela área, ter as informações mais importantes é essencial.

No relatório Webshoppers nota-se que o equilíbrio entre o público masculino e feminino é grande: eles representam 49,96% dos consumidores, e elas 50,04%. Esses dados representam um pequeno aumento para o consumo dos homens. Já no que se refere a faixa etária, o público entre 35 e 49 anos domina, com 38% de participação, seguido pelo grupo dos que têm acima de 50 anos (31%). A idade média do consumidor fica na casa dos 43 anos.

No que se refere ao socioeconômico, foi percebido um aumento da presença dos consumidores com renda familiar média inferior a R$3.000: eles eram 33,4% dos consumidores em 2016 e passaram para 37,5% em 2017. Quem caiu na participação média foi o grupo com renda superior a R$8.000, que foi de 24,5% para 20,8%.

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Foto: reprodução / TimeZoneOne

Já no que se refere a volume de pedidos, faturamento e tíquete médio, os dados indicam que os consumidores são mais volumosos e estão comprando mais. No primeiro semestre de 2017, foram cerca de 50,3 milhões de pedidos realizados, 3,9% a mais do que no ano passado.

No e-commerce como um todo o tíquete médio passou de R$403, em 2016, para R$418 em 2017. Segundo a Ebit, esse aumento só não foi maior porque os produtos da internet sofreram uma queda de 5,38% no período, de acordo com Índice FIPE Buscapé.

Apesar da queda dos preços, o comércio eletrônico viu o faturamento crescer 7,5% em comparação ao primeiro semestre de 2016, atingindo R$21 bilhões. Em volume financeiro, as categorias de produtos que lideraram as compras foram Telefonia/Celulares (22.3%), Eletrodomésticos (18.8%) e Eletrônicos (9.6%). Já no que se refere ao volume de pedidos, as categorias campeãs são Moda e Acessórios (14.8%), Saúde, cosméticos e perfumaria (12.2%) e Casa e Decoração (10.6%).

Estimativas para 2017

O relatório da Ebit traz algumas projeções para o resto do ano, apoiada nos dados coletados até então. Ao que tudo indica, os lojistas virtuais verão um aumento de 6,5% no volume de pedidos totais do ano, estimulados por datas como Black Friday, Natal e Dia das Crianças. Dessa forma, o tíquete médio deve crescer a um ritmo de 3,3%.

Isso fará com que, no fim do ano, o crescimento total do e-commerce brasileiro em 2017 seja de 10%, atingindo um total de R$48,8 bilhões em faturamento. Nada mal, não é?

Sobre o estudo

O Webshoppers é uma das maiores referências de dados atualizados sobre o comércio eletrônico brasileiro, sendo realizado desde 2001. A Ebit, que coordena o estudo, já realizou mais de 20 milhões de pesquisa sobre o e-commerce brasileiro e analisa dados em tempo real a partir de mais de 21 mil lojas filiadas. Para conferir o Webshoppers 36 na íntegra, basta fazer o download pelo site.

 

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Por redação Projetual.