Quem já teve a chance de assistir a série norte-americana Mad Men (foto acima) sabe que o universo da publicidade era bem diferente na década de 1960. Naquela época, os publicitários da Madison Avenue, em Nova Iorque, desfrutavam de um ambiente em que a publicidade era tanto um estimulante quanto um espelho do mundo em que viviam.

Aquele mundo era bem diferente do atual no que se refere a valores e hábitos sociais. Na série, que foi 4 vezes vencedora do prêmio Emmy de melhor série dramática, várias garrafas de bebida e cigarros enchiam os ambientes de trabalho, o descuido com o meio ambiente era constante e o machismo era algo tão natural que muitos espectadores ainda se impressionam.

Essa época rendeu várias peças publicitárias que, com os olhos de hoje, podemos perceber que os tempos e valores realmente mudaram. O texto de hoje é dedicado à nossa capacidade atual de notar essas mudanças. Vamos lá?

Crianças e propagandas antigas: uma relação conturbada

Imagem: Propagandas Históricas.

Sem muita preocupação com segurança no trânsito, não é? Numa época em que usar cinto de segurança era uma “frescura”, a Volkswagen decidiu divulgar o novo teto solar do Fusca colocando uma criança sentada no teto do veículo com ele em movimento.

Naquela época, mulheres tinham o “seu lugar” ditado

No título da peça: “Mulheres do futuro farão da Lua um lugar mais limpo para se viver”. Imagem: Propagandas Históricas.

Em 1968, a empresa de produtos de limpeza Estoil resolveu se aproveitar do evento da futura ida do homem à lua para fazer uma peça que, naquela época, provavelmente só seria vista como uma “sacada” engraçadinha. A velha ideia de que limpeza é “coisa de mulher”, hoje visto como preconceito por muitos, na época não era nada demais.

Novamente, cuidados com crianças não era o forte

Imagem: Propagandas Históricas.

Num mundo em que todo cuidado com crianças é pouco e qualquer forma de maus-tratos pode constituir crime – com toda a razão, é claro -, essa propaganda da década de 60 desse “abajur” da DuPont seria quase um atentado. Basicamente, o produto é uma espécie de bronzeador artificial que trabalha através de uma lâmpada superaquecida.

Na peça publicitária, uma mãe aparece segurando o seu bebê debaixo da lâmpada, logo abaixo de uma frase que diz “Não queima! Você pode dormir debaixo”. Sem palavras, não é?

“Mulher no volante…”

Imagem: Propagandas Históricas.

A velha frase – hoje já quase morta, felizmente – que diz “mulher no volante é perigo constante” já protagonizou propagandas bem horrendas. Aqui, novamente o Fusquinha aparece junto com uma peça publicitária que quis falar da durabilidade do produto de uma forma não muito feliz.

Realmente, o mundo da publicidade nos oferece alguns vislumbres da própria história das coisas. Requer um olhar cuidadoso e profissional para perceber mudanças graduais e sutis nos costumes e valores, e isso é um fator necessário para criar peças que não se tornem “bombas” no futuro.

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Por redação Projetual.