Lançado em março de 2020, o Clubhouse é um App gratuito de bate-papo, em que os participantes se comunicam apenas por áudio. Nesta rede social é possível criar salas de conversação e chamar os amigos ou desconhecidos para falar sobre diversos assuntos. Há também a opção de criar uma sala em que somente o criador da sala pode falar, como um episódio de podcast.

 

(h2) Como funcionam as salas de conversação do Clubhouse

 

Em eventos de grande porte, um moderador controla o fluxo da conversa dos participantes. Isto é, caso um usuário deseje falar algo, ele deve pedir autorização com o emoji de mão levantada. O limite de pessoas por sala é de 5 mil pessoas simultâneas e independente de quem esteja nas salas de conversação, não há a possibilidade de gravar as conversas.

 

O crescimento da plataforma ocorreu em janeiro deste ano depois que o bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, participou de um evento do Clubhouse. No Brasil, Boninho — diretor do Big Brother Brasil, maior e mais comentado reality show do país — também alavancou o interesse pelo ClubHouse depois que usou o App para falar sobre o BBB, que, diga-se de passagem, está entre os assuntos mais comentados no país.

 

(h2) A pergunta que não quer calar: como participar do Clubhouse?

 

A entrada de usuários ainda depende de um convite. Isto é, cada pessoa que for convidada a participar desta rede social pode convidar até duas novas pessoas para conhecer o Clubhouse. Só para ter uma ideia do sucesso desta rede social no Brasil, há convites sendo vendidos por até R$270,00 pelo Mercado Livre.

 

Por que você deve ficar atento a esta nova rede social? No Brasil, as buscas pelo Clubhouse saltaram 525% entre 30 de janeiro e 6 de fevereiro, quando comparado com as buscas da semana anterior.

 

Como explicar o boom deste App? Além da entrada de celebridades que se interessaram pelo Clubhouse — estratégia presente tanto no Brasil quanto no exterior — a exclusividade, estratégia adotada pelo Clubhouse, costuma despertar interesse dos curiosos de plantão.

 

Além do convite, o Clubhouse está disponível somente para iPhone, o que gera um ambiente de escassez e aumenta, ainda mais, o interesse do usuário pela rede social.

 

Leia também: Engajamento nas redes sociais, o que isso realmente significa?

 

Mas a exclusividade não é o único fator que chama a atenção dos usuários, conversar apenas por áudios é algo diferente das redes sociais mais usadas no país: Instagram, Facebook e TikTok, e, isso pode ser um grande diferencial para os usuários mais curiosos.

 

Ainda é muito cedo para mensurar se essa moda vai pegar. Mas enquanto o Clubhouse não estiver disponível para Android será realmente muito difícil que a rede social não passe de curiosidade no país. Segundo o relatório Impacto econômico e social do Android no Brasil, produzido pelo Google em 2019, nove em cada dez brasileiros usam o smartphone em comparação com o aparelho da Apple. O iPhone, apesar de ter se popularizado nos últimos anos, ainda é considerado artigo de luxo no país, fato que dificulta ainda mais o acesso ao Clubhouse.

 

Apesar das dificuldades de acesso, é preciso lembrar que produtos sonoros — audiobooks e podcasts em destaque — têm ganhado cada vez mais visibilidade no cenário nacional. Há prós e contras quanto o assunto é apostar (ou não) no sucesso do Clubhouse, mas o jeito agora é aguardar as próximas estratégias e ver se o acesso à rede social será facilitado no país.

 

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