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Você lembra do que é o marketing de influência? Basicamente, é um conjunto de estratégias de marketing digital em que uma empresa forma parceria com influenciadores – uma personalidade famosa dentro de um grupo de pessoas – para que eles melhorem o posicionamento, visibilidade e alcance de um produto ou marca.

A escolha de um nome ideal entre os influenciadores varia de acordo com a persona da marca ou produto, o grupo em que o influenciador possui sua influência e como exatamente o produto ou marca irá estar ligado ao nome da pessoa. Os youtubers, por exemplo, são influenciadores altamente em voga atualmente.

Para saber mais sobre o marketing de influência você pode dar uma lida neste artigo que já postamos no blog. O texto de hoje é dedicado a uma nova categoria de influenciadores: os virtuais.

Quem são os influenciadores virtuais

Basicamente, eles não existem. Exatamente. Eles são geralmente criados de forma totalmente virtual por estúdios de design, fotografia ou outras empresas. Seus “pais” são profissionais hábeis em recriar de maneira praticamente impecável um corpo humano de forma digital, utilizando softwares dos mais atualizados.

Shudu Gram é tida como “a primeira supermodelo digital do mundo”. Ela nasceu das mãos e cérebro do fotógrafo Cameron James-Wilson. Em mais ou menos um ano, Shudu conseguiu 130 mil seguidores no Instagram e já modelou para marcas como a Fenty Beauty, empresa de cosméticos que pertence à cantora Rihanna.

Na conta de Instagram de Shudu é possível ver belíssimas imagens de editoriais. Seu corpo absolutamente perfeito, que é, segundo fontes, “inspirado” em referências como a Barbie e a atriz Lupita Nyong’o, é totalmente criado por computador.

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Shudu Gram (esquerda) e Lil Miquela. Imagem: Adweek.

Outro exemplo incrível vem de Lil Miquela. Com suas sardinhas, franja reta e olhos amendoados – tudo digitalizado, claro -, ela é uma verdadeira influencer do Instagram, acumulando mais de 1,3 milhão de seguidores.

Além de “posar” em imagens diversas, vestindo marcas como Prada e Supreme, Miquela conquista o público com sua “personalidade”. Ela é ativista de diversas causas sociais e é cantora, tendo lançado algumas músicas na internet e conquistado relativo sucesso.

Mas a rainha entre as marcas seria a modelo Noonouri, “nascida” há poucos meses, em fevereiro deste ano. Criada pela renomada agência alemã Opium, Noonoouri tem como mais relevante em seu portfólio a participação na divulgação da coleção Cruise da grife Dior.

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Noonoouri. Imagem: Vogue Arabia.

Diferente de suas colegas, Noonoouri possui características que claramente a distinguem como um personagem virtual, criado por computador. Esse aspecto, claro, também é usado como um atrativo.

Interação verdadeira?

Ainda é difícil saber como os influenciadores e influenciadoras virtuais vão ocupar papeis dentro do mundo do marketing digital. Por enquanto, vemos sua presença apenas entre marcas de moda e design, que possuem apelo altamente visual.

Seus fãs, que geralmente se traduzem em seus seguidores do Instagram, sabem nitidamente que são influenciadores digitais. Mesmo que parecem ter “vida”, os personagens sempre se descrevem como virtuais, principalmente em suas bios.

Certamente esses influenciadores criam um outro tipo de interação com o público. Se trata de uma espécie de curiosidade para saber como é ou pode ser uma vida virtual. Sua influência em meio ao seu público não deixa de ser menor do que aquela gerada pelos influenciadores reais.

A Projetual vai ficar de olho sobre a relevância desta novidade no mundo do marketing digital. Para mais notícias, continue acompanhando nossos canais: além do blog, também temos canal no Youtube e Instagram, todos sempre bem atualizados e recheados de informações relevantes.

Até a próxima!


Por redação Projetual, com informações de B9.