Se você já leu um pouquinho sobre como deve funcionar um e-commerce eficiente, já deve saber que as maiores dificuldades para as lojas virtuais estão depois que um produto está no carrinho. Há um grande passo entre este momento e o fechamento da compra e, às vezes, até depois.

O “Chargeback” é uma prática que prejudica empresas e que, às vezes, é fruto das consequências não tomadas na hora de criar e manter uma loja virtual.

Em poucas palavras, Chargeback é a mesma coisa que estornar o pagamento de um cliente por ele não reconhecer como legal a cobrança de um produto ou serviço na fatura de cartão de crédito.

Como acontece o Chargeback

O problema com o Chargeback parece óbvio, mas vamos pensar sobre ele um pouco mais. Na prática, ele é problemático porque, para que o cliente chegue ao ponto de identificar a cobrança na fatura de seu cartão, a compra precisa estar completamente finalizada. Isso quer dizer que, se ele de fato fez a compra, precisou tomar várias decisões conscientes até a hora de a fatura aparecer.

É aí que entra a parte da responsabilidade da empresa, por dois diferentes e possíveis motivos. Um deles é o fato do Chargeback acontecer por causa de uma fraude, ou seja, roubo de dados do cartão do usuário e o uso desses dados numa compra indevida. Em outras palavras, um crime virtual.

Já falamos aqui no blog que oferecer um site seguro é absolutamente imprescindível para habilitar compras via cartão de crédito. Além disso, atualmente o selo SSL, que criptografa os dados do site, é um requisito para que o site não seja desqualificado pela busca do Google Chrome.

Geralmente, dados interceptados e fraudados acontecem pelo fato de o site não possuir um selo SSL. É possível identificar que o site possui o selo através da URL: apenas os sites HTTPS possuem.

Um outro tipo de atitude vinda da empresa pode evitar que o Chargeback aconteça, essa mais simples. Às vezes, o usuário simplesmente não identifica a cobrança, achando que é indevida quando, na verdade, não é.

Isso pode ser evitado através de maior transparência da cobrança, que pode exibir a razão social ou nome fantasia da empresa diretamente no extrato do cartão. Uma simples ferramenta chamada “soft descriptor” pode realizar este serviço, e ela é conhecida por praticamente toda empresa de processamento de pagamentos. Para aderir, converse com a empresa provedora do serviço para sua empresa.

Por mais que o e-commerce brasileiro não pare de crescer, mesmo em tempos de crise, o número de fraudes virtuais também aumenta numa proporção preocupante.

O comércio eletrônico nacional tem arrancado uma satisfação impressionante de seus consumidores, ultrapassando inclusive o setor americano neste quesito.

No entanto, sendo que a maior dificuldade das lojas virtuais é justamente em oferecer uma experiência satisfatória além do próprio produto ou serviço vendido, é importante pensar em vários detalhes da experiência do consumidor. O Chargeback, inclusive, entra nesta lista.

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Por redação Projetual, com informações de E-Commerce News.