A plataforma vem ganhando o gosto dos brasileiros por apresentar mais comodidade do que a programação tradicional da TV

O consumo está mudando e isso não é segredo para ninguém. Há algum tempo as plataformas de streaming tem crescendo em números absurdos e ultrapassando a TV em diversos aspectos – principalmente na questão da disponibilidade para o consumidor. Enquanto a TV tem uma programação urgente, no sentido de que o telespectador precisa estar à disposição dos horários de uma força maior, o YouTube, Netflix e HBOGO, por exemplo, podem ser assistidos em qualquer dispositivo móvel a hora que o cliente quiser e precisar.

Segundo dados da Video Viewers, que foram encomendados pelo Google e realizados pela Provokers, o crescimento no consumo de vídeos na web cresceu 165% em cinco anos. A televisão, no mesmo período, cresceu apenas 25%. O percentual de brasileiros que já não acompanha a programação da TV chegou a 9% em 2019, e mais de 95% dos entrevistados pela pesquisa costumam ver vídeos online em diferentes plataformas. Assim, chega-se a conclusão de que o brasileiro consome mais vídeos online do que a TV propriamente dita.

O que as pessoas veem e por onde?

Cerca de 80% dos entrevistados da mesma pesquisa dizem que o motivo para procurarem conteúdo em vídeo online é consumir coisas que não encontram na TV. Outro ponto importante é o aprendizado. Através do YouTube diversas pessoas pesquisam vídeo aulas e vídeos informativos para melhorar a carreira ou o desempenho escolar.

O YouTube é uma plataforma livre para a divulgação de conteúdo, desde que eles não violem das normas da comunidade. Por isso os usuários acham que o site é capaz de ampliar o conhecimento de assuntos de interesse. Os próprios usuários acabam por tornar a plataforma muito plural, porque a audiência consome muitos canais sobre temas muito variados. Cada pessoa pode seguir quantos canais quiser, então é algo muito nichado em que muitas pessoas encontram seu espaço.

O consumo do conteúdo tradicional da TV está diminuindo, mas a utilização do aparelho continua em alta. Muitos usuários ainda usam o aparelho para assistir os vídeos providos via online, ainda mais com o surgimento das SmarTV, que proporciona que o telespectador baixe o aplicativo do YouTube para consumir o conteúdo ali mesmo. O aumento de tempo de visualização de vídeos na plataforma aumentou 70% em relação ao ano passado.

Cerca de 40% dos entrevistados afirmam que o YouTube é o meio preferido para assistir vídeos, e outros 84% respondem achar fácil encontrar o que desejam assistir na plataforma.

Digital influencers

Os influenciadores digitais também estão revolucionando o consumo e a maneira de compra no mundo. 60% dos entrevistados pela pesquisa consideram comprar algo depois de ver o produto em algum vídeo no YouTube. A personalização do algoritmo é a principal responsável, porque consegue mostrar o que o usuário deseja consumir.

Os conteúdos no YouTube são mais abertos do que o conteúdo televisivo, principalmente pela já citada liberdade criativa dos produtores. Alguns assuntos abordados ou a maneira como são abordados podem ser “estranhos” e diferentes do habitual, mas a plataforma dá liberdade para que esses conteúdos consigam acessos. Isso se dá principalmente pela curiosidade do ser humano. Mesmo que a pessoa não goste do que está assistindo, provavelmente irá clicar para descobrir o que é.

 

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