Todo ano, o renomado dicionário Oxford escolhe uma palavra que teve significado cultural mais do período. Em 2015, o emoji de rosto sorridente “chorando de tanto rir” foi escolhido.

Como esses símbolos deixaram de ser apenas carinhas e figuras de objetos para serem um componente inseparável da comunicação interpessoal?

 

Feitos para o futuro da linguagem

Quando foram criados em 1999 pela empresa japonesa DOCOMO, os emojis (e, imagem + moji, personagem), eles serviram para auxiliar uma grande dificuldade da linguagem escrita móvel, que se consolidava cada vez mais: a falta de entonação, emoção e linguagem corporal.

Depois da invenção do e-mail na década de 1970 e em seguida com a criação dos celulares, já estava claro que o futuro seria repleto de mensagens escritas instantâneas, e a fala ficaria em segundo plano.

Não à toa, em 1999 a DOCOMO lançou de uma vez só mais de 170 símbolos, que incluía rostos, paisagens, meios de transporte, entre outras opções que deixava a linguagem escrita cada menos necessitada por palavras, ao menos em seus dispositivos.

A tendência multiplicou-se, e em seguida, vários dispositivos passaram a contar com os símbolos. Com a chegada das redes sociais, veio a sua consolidação.

 

Muito além das palavras

Coincidentemente, vemos que hoje, numa época em que a comunicação é dinâmica e rápida, os emojis, além de representar emoções e entonação, substituem os próprios sentimentos: “beijos” ao final de mensagens foram substituídos por corações, “OK” virou um polegar para cima, “Meus parabéns” transformaram-se em palmas batendo.

Sem dúvida, em pouco tempo deixaram de ser apenas imagens complementares para tornarem-se símbolos da cultura, chegando até as discussões da sociedade. Por exemplo, poucos anos atrás, grupos sociais questionavam a falta de representação étnica nas figuras envolvendo humanos. Hoje, existem 6 opções para cada corpo e membro, e os usuários escolhem o que mais lhe representa.

Pensando em toda essa transformação na comunicação, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA, na sigla em ingês) abriu, em 2016, a exposição Inbox: The Original Emoji, que contava a história sobre como os símbolos mudaram a interação entre as pessoas.

Installation view of Inbox: The Original Emoji, by Shigetaka Kurita at The Museum of Modern Art, New York. Shown: Shigetaka Kurita, NTT DOCOMO. Emoji (original set of 176). 1998–99. Software and digital image files. Gift of NTT DOCOMO Inc., Japan. © 2016 NTT DOCOMO. Photo: John Wronn

Imagem da exposição realizada no MOMA, em Nova Iorque  –  Foto: reprodução / MoMA.

Podemos apenas analisar e tentar prever os rumos da comunicação, mas às vezes é difícil ter noção dos reais efeitos. Quando criou os emojis, Shigetaka Kurita não consegui ter noção das futuras dimensões de sua criação, que hoje estão nas mãos de quase todo o mundo através das redes sociais.

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Por redação Projetual, com informações de G1MoMa.