Regulamentação de marketplaces - Projetual

Os marketplaces, lojas virtuais que atuam vendendo seus produtos e de outras lojas menores, já participam de uma grande fatia do comércio digital mundial. Atualmente, cerca de 50% das vendas online de todo o mundo passa pelos marketplaces. No Brasil, atualmente o índice passa dos 25%.

Por aqui, esse tipo de comércio atua já há algum tempo, mesmo que só nos últimos anos tenha ganhado uma força bastante notória. Como já mostramos aqui no blog, as pequenas lojas podem ganhar muito ao fazer parte de um marketplace, um dado que contribui para o crescimento desses portais.

Recentemente, um novo marco regulatório sobre liquidação de pagamentos em marketplaces no Brasil foi definido pelo Banco Central, e é disso que trataremos hoje.

As pequenas e médias lojas que já estão presentes dentro dos marketplaces podem ficar tranquilas, já que para atuação delas, por enquanto, tudo vai ficar igual. A nova regulamentação vale especialmente para os grandes marketplaces, os “players” que disponibilizam os produtos de lojas menores dentro de seus portais.

A nova regulamentação de pagamentos para marketplaces

Muitos dos grandes marketplaces existentes no Brasil (Magazine Luiza, Dafiti, Netshoes, Walmart, etc.) atuam normalmente como liquidantes dos pagamentos dos compradores. Eles recebem o valor integral de uma venda e repassam posteriormente para a loja parceira, que de fato detém e envia o produto ao consumidor.

O que foi decidido pelo Banco Central foram algumas regulamentações para o prazo de transferência dos valores de vendas via cartão de crédito, bem como a homologação das operações com as empresas/bandeiras de cartões (Visa, Mastercard, Elo, etc.).

Mais especificamente, ficou definido o seguinte: a partir do 28 de setembro próximo, torna-se obrigatório o uso da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) para liquidação de todos os pagamentos via cartão de crédito, para aqueles subcredenciadores que movimentaram mais de R$ 500 milhões em transações de crédito nos últimos 12 meses. A medida visa proteger o sistema de pagamentos, evitando fraudes, falhas e riscos para os vendedores.

Para aqueles marketplaces que movimentaram menos de R$500 milhões, ainda assim são necessárias adequações, entre elas a homologação com as bandeiras dos cartões. As bandeiras passarão a ser responsáveis pela fiscalização dos serviços de pagamentos e liquidações, podendo impedir a operação das empresas vendedoras.

De acordo com Gastão Mattos, da empresa Gmattos, é provável que a maior parte das empresas não consiga atender a nova regulamentação dentro do prazo estipulado pelo Banco Central (29 de setembro). Por isso, há grandes chances de que, até conseguirem realizar o novo processamento internamente, o processo de liquidamento dos pagamentos junto a CIP seja terceirizado.

Segundo Mattos, empresas como Cielo, Rede e Santender Getnet, as mesmas que atuam no serviço de pagamentos via cartão de crédito, já estão realizando este tipo de processamento e oferecendo seus serviços aos marketplaces.

Acima de tudo, parece que a nova regulamentação para liquidação em marketplaces torna o processo mais transparente e controlado, evitando falhas nos sistemas que podem prejudicar as empresas menores.

É esperado que os marketplaces ocupem uma fatia cada vez maior dentro do e-commerce brasileiro e seu crescimento. Segundo Gastão Mattos, é provável que em 3 anos eles ocupem 50% do fluxo de vendas no comércio eletrônico nacional.

Para 2018, é provável que nosso e-commerce cresça 15%, alcançando um volume de vendas de R$69 bilhões. Você pode conferir mais detalhes sobre isso neste link.

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Por redação Projetual, com informações de E-Commerce News.